Skip to main content

Criptorquidia em bebê: Sintomas, causas e tratamento

Criptorquidia em bebê: entenda o que é essa condição, quais sinais podem ser observados pelos pais, quando é necessário procurar um uropediatra e quais são as opções de tratamento.

A chegada de um bebê é acompanhada por diversos cuidados relacionados ao desenvolvimento e à saúde. Durante as consultas de rotina, o pediatra realiza uma avaliação completa, incluindo o exame dos órgãos genitais. Em alguns casos, pode ser identificado que um ou ambos os testículos não estão posicionados na bolsa escrotal, condição conhecida como criptorquidia.

A criptorquidia em bebê é uma alteração relativamente comum, especialmente em recém-nascidos prematuros. Embora, em alguns casos, o testículo possa descer espontaneamente nos primeiros meses de vida, é fundamental realizar o acompanhamento adequado para definir se haverá necessidade de tratamento.

Neste artigo, você vai descobrir:

  1. O que é criptorquidia em bebê;
  2. Quais são os sintomas e sinais da condição;
  3. Quais são as principais causas;
  4. Como é feito o diagnóstico;
  5. Quais tratamentos podem ser indicados;
  6. Perguntas frequentes sobre o tema.

O que é criptorquidia em bebê?

A criptorquidia é uma condição em que um ou ambos os testículos não completam sua descida até a bolsa escrotal durante o desenvolvimento fetal. Em vez de ocuparem sua posição habitual, eles permanecem em algum ponto do trajeto entre o abdômen e a bolsa escrotal.

Durante a gestação, os testículos se desenvolvem dentro do abdômen do bebê e, normalmente, descem para a bolsa escrotal nas últimas semanas antes do nascimento. Quando esse processo não ocorre completamente, caracteriza-se a criptorquidia.

Essa condição pode afetar apenas um dos testículos (criptorquidia unilateral) ou ambos (criptorquidia bilateral). Ademais, é mais frequente em bebês prematuros, devido ao menor tempo de desenvolvimento intrauterino.

Embora alguns casos apresentem descida espontânea nos primeiros meses de vida, a criança deve ser acompanhada por um especialista para avaliar a evolução.

agendarconsulta

Criptorquidia em bebê: sintomas e sinais que merecem atenção

A criptorquidia em bebê normalmente não causa dor ou desconforto. Na maioria das vezes, os pais percebem a alteração apenas ao observar que um dos lados da bolsa escrotal parece vazio ou menos desenvolvido.

Os principais sinais incluem:

  • Ausência de um dos testículos na bolsa escrotal;
  • Bolsa escrotal assimétrica;
  • Presença de apenas um testículo durante a higiene ou o banho;
  • Testículo que não pode ser sentido na bolsa escrotal;
  • Alteração identificada pelo pediatra durante o exame físico;
  • Em alguns casos, ausência dos dois testículos na bolsa escrotal.

É importante lembrar que somente a avaliação médica consegue confirmar o diagnóstico e diferenciar a criptorquidia de outras condições, como o testículo retrátil.

Quais são as causas da criptorquidia em bebê?

A descida dos testículos depende da interação entre fatores hormonais, anatômicos e do desenvolvimento fetal. Quando ocorre alguma alteração nesse processo, o testículo pode permanecer fora da bolsa escrotal.

Embora nem sempre seja possível identificar uma causa específica, alguns fatores estão associados a um risco maior de desenvolver a condição.

Entre eles estão:

  • Prematuridade;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Histórico familiar de criptorquidia;
  • Alterações hormonais durante a gestação;
  • Algumas síndromes genéticas;
  • Fatores relacionados ao desenvolvimento fetal.

Na maioria das situações, a condição não está relacionada a nenhum cuidado realizado pelos pais durante a gravidez ou após o nascimento.

Quando procurar um uropediatra?

Todo bebê que apresenta ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal deve ser acompanhado pelo pediatra desde os primeiros meses de vida.

Caso o testículo não desça espontaneamente dentro do período esperado, o encaminhamento para um uropediatra torna-se fundamental.

Procure avaliação especializada quando:

  • O bebê completa alguns meses de vida e o testículo continua fora da bolsa escrotal;
  • Apenas um dos testículos é visualizado;
  • Nenhum dos testículos pode ser identificado;
  • Existe dúvida sobre a posição dos testículos;
  • O pediatra recomenda investigação complementar;
  • Os pais percebem mudanças na aparência da bolsa escrotal.

O acompanhamento especializado permite confirmar o diagnóstico e definir o momento mais adequado para o tratamento, quando necessário.

Como é feito o diagnóstico da criptorquidia em bebê?

Na maioria dos casos, o diagnóstico é realizado por meio do exame físico.

Avaliação clínica

Durante a consulta, o uropediatra examina cuidadosamente a região genital para verificar se o testículo pode ser localizado ao longo do trajeto normal de descida ou se permanece fora da bolsa escrotal.

Esse exame também ajuda a diferenciar a criptorquidia de outras alterações, como o testículo retrátil.

Exames complementares

Na maior parte das crianças, exames de imagem não são necessários para confirmar o diagnóstico.

Quando existem dúvidas clínicas ou suspeita de condições associadas, o especialista pode indicar exames complementares de forma individualizada para auxiliar na investigação e no planejamento do tratamento.

Como é o tratamento da criptorquidia em bebê?

O tratamento depende principalmente da idade da criança e da posição do testículo.

Nos primeiros meses de vida, o médico pode optar pelo acompanhamento, já que alguns testículos descem espontaneamente nesse período. No entanto, quando isso não acontece dentro do tempo esperado, pode ser indicada uma intervenção para posicionar o testículo corretamente na bolsa escrotal.

O procedimento mais utilizado é a orquidopexia, cirurgia realizada para reposicionar e fixar o testículo na bolsa escrotal. A indicação e o momento ideal para sua realização são definidos pelo uropediatra após avaliação individual de cada bebê.

O objetivo do tratamento é favorecer o desenvolvimento adequado do testículo e reduzir o risco de complicações relacionadas à permanência prolongada fora da bolsa escrotal.

Quais complicações podem ocorrer quando a criptorquidia não é acompanhada?

Nem toda criança com criptorquidia apresentará complicações. No entanto, quando a condição não recebe acompanhamento adequado, alguns riscos podem aumentar ao longo da vida.

Entre eles estão:

  • Alterações no desenvolvimento do testículo;
  • Maior risco de dificuldades relacionadas à fertilidade na vida adulta;
  • Aumento do risco de torção testicular;
  • Maior probabilidade de traumas na região quando o testículo permanece fora da bolsa escrotal;
  • Dificuldade para acompanhar o desenvolvimento testicular ao longo da infância;
  • Necessidade de tratamento mais complexo em algumas situações.

Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento com o uropediatra são considerados fundamentais para definir a melhor conduta em cada caso.

Perguntas frequentes sobre criptorquidia bebê

1. A criptorquidia em bebê pode se corrigir sozinha?

Sim. Em alguns bebês, principalmente durante os primeiros meses de vida, o testículo pode descer espontaneamente para a bolsa escrotal. Por isso, o acompanhamento médico é importante para observar a evolução. Caso a descida não ocorra dentro do período esperado, o especialista poderá indicar o tratamento mais adequado.

2. Todo bebê com criptorquidia precisa de cirurgia?

Não. Alguns casos evoluem com a descida espontânea do testículo. Entretanto, quando isso não acontece no tempo esperado, a cirurgia pode ser indicada para reposicionar o testículo. A decisão depende da avaliação clínica realizada pelo uropediatra e das características de cada criança.

3. Criptorquidia em bebê causa dor?

Na maioria das vezes, não. A criptorquidia costuma ser uma condição silenciosa, identificada principalmente durante o exame físico ou pela ausência do testículo na bolsa escrotal. Caso o bebê apresente dor, inchaço ou vermelhidão, é importante procurar atendimento médico para investigação.

4. Como os pais podem perceber a criptorquidia em bebê?

O sinal mais comum é notar que um ou ambos os lados da bolsa escrotal parecem vazios. Essa alteração costuma ser percebida durante o banho, a troca de fraldas ou a higiene diária. Ainda assim, o diagnóstico deve ser confirmado por um profissional de saúde.

5. Existe relação entre prematuridade e criptorquidia em bebê?

Sim. Bebês prematuros apresentam maior probabilidade de nascer com criptorquidia, pois a descida dos testículos normalmente ocorre nas últimas semanas da gestação. Mesmo assim, muitos casos evoluem naturalmente, sendo essencial manter o acompanhamento pediátrico recomendado.

6. O bebê precisa fazer ultrassom para diagnosticar a criptorquidia?

Nem sempre. Na maioria das situações, o diagnóstico é feito por meio do exame físico realizado pelo uropediatra. Exames de imagem podem ser solicitados apenas em casos específicos, quando existe alguma dúvida clínica ou necessidade de investigação complementar.

agendarconsulta

Conclusão

A criptorquidia em bebê é uma condição relativamente comum e, quando identificada precocemente, pode ser acompanhada de forma adequada por um especialista. Observar a posição dos testículos durante os primeiros meses de vida e comparecer às consultas pediátricas são atitudes importantes para acompanhar o desenvolvimento da criança.

Se você percebeu que um ou ambos os testículos do seu filho não estão na bolsa escrotal ou recebeu esse diagnóstico recentemente, procure orientação especializada. O Dr. Bruno Cezarino, uropediatra, pode realizar uma avaliação individualizada, esclarecer todas as dúvidas e indicar a conduta mais adequada para cada caso. Agende uma consulta

Uropediatria

Agendar consulta