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Estenose de JUP

estenose de jup 5A estenose de JUP ou junção ureteropiélica está entre as causas mais comuns de obstrução urinária da infância, representando grande parte das cirurgias renais realizadas nesse período.

Em condições normais, a transição pielo-ureteral apresenta um gradual afunilamento, que propicia um bom fluxo anterógrado de urina, impulsionado pelo peristaltismo que se inicia nos cálices renais e se propaga, coordenadamente, para a pelve e ureter. Quando existe algum obstáculo ao nível da junção pielo ureteral, a urina não consegue progredir adequadamente, o que dificulta o esvaziamento adequado da pelve renal. Prolongando-se esta situação, ocorre hidronefrose com eventual atrofia do parênquima renal e prejuízo para a função renal.

A junção pielo-ureteral (JUP) é o local mais frequente de obstrução do trato urinário, predominando no rim esquerdo e no sexo masculino. A obstrução pode ser de natureza intrínseca: inserção alta do ureter na pelve, dobras de mucosa ou presença de anel ou segmento displásico ao nível da JUP, ou extrínseca: aderências periureterais ou piélicas ou compressão por vasos renais polares inferiores que cruzam o ureter. A sintomatologia varia com a idade da criança e grau de obstrução. Em recém-nascidos pode ser observados o retardo no desenvolvimento, inapetência e choro que sugere dor abdominal. A massa renal pode ser palpada, sendo assintomática na maior parte das vezes. Quando bilateral, pode haver comprometimento da função renal. Em crianças maiores, o quadro clínico é mais específico, com desconforto abdominal ou lombar que se acentua com atividade física ou hidratação, agudizando-se na presença de infecção.

O emprego liberal da ultrassonografia tem possibilitado o diagnóstico precoce desta anomalia, inclusive na vida intra-uterina. Cintilografias estáticas (DMSA) e dinâmicas (DTPA) adicionam informações sobre o grau de função renal relativa e curva de obstrução do ureter.Devido ao caráter transitório da estenose da JUP, muitos casos de diagnóstico intrauterino não apresentam dilatação renal ao nascimento; a conduta expectante em recém-nascidos tem evidenciado em inúmeros pacientes a diminuição da hidronefrose nos primeiros meses de vida. Por outro lado, em alguns casos, é possível perceber, logo após o nascimento, a piora da hidronefrose, seja pela palpação da massa ou pelos exames auxiliares (sempre acompanhar os pacientes com DTPA, DMSA, e ultrassom). Principalmente nos casos infecção urinária associada ou de obstrução bilateral, com perda progressiva da função renal, o tratamento cirúrgico está indicado, independentemente da idade.

As indicações de cirurgia na estenose de JUP incluem: perda da função renal progressiva: (diferença relativa no DMSA maior que 10%), infecção recorrente, dor abdominal (especialmente quando relacionadas com ingestão hídrica), curva de obstrução progressiva no DTPA e afilamento progressivo do parênquima no ultrassom. Classicamente, o tratamento é realizado a pieloplastia desmembrada à Anderson Hynes , com excelentes resultados e realizado através de videolaparoscopia.

Veja abaixo vídeo de cirurgia mostrando a correção laparoscópica de estenose de JUP: